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Massey Ferguson renova linha de tratores

Famílias 6700, 7200 e 7700 recebem motores com potência entre 115 e 250 cv

MÁRIO CURCIO, AB | De Ribeirão Preto (SP)

A Massey Ferguson fez uma grande renovação de seus tratores dentro da Agrishow, feira agrícola que ocorre até o dia 5 em Ribeirão Preto (SP). A fabricante mostra pela primeira vez as famílias 6700, 7200 e 7700, que somam 11 novas máquinas com potência entre 115 e 250 cavalos.

“Nunca promovemos uma ampliação tão grande de nossa linha de uma só vez”, afirma o diretor comercial, Rodrigo Junqueira. Os modelos utilizam motores eletrônicos montados no Brasil, desenvolvidos a partir de um laboratório de emissões em que a empresa investiu R$ 35 milhões.

A série 6700 tem três versões, que vão de 115 a 135 cv e usam transmissão automática CVT e têm capacidade de levante de 4.950 quilos, a maior da categoria segundo a fabricante.

Os tratores da família 7200 vão de 149 a 190 cv. São indicados para o cultivo de grãos ou para canaviais. Usam transmissão sincronizada e recebem piloto automático (exceto na versão 7214).

A série 7700 tem propulsores de 195 a 250 cv. Os modelos consomem 10% a menos de diesel por hectare que a geração anterior. A transmissão é automática. A Massey Ferguson produz parte de seus motores na unidade AGCO Power, de Mogi das Cruzes (SP).

A empresa também levou à Agrishow a nova colheitadeira MF 4690. É equipada com motor de 200 cavalos e utiliza plataforma de corte de 18 pés (cerca de 5,5 metros). A Massey Ferguson é líder em tratores de rodas e ocupa o terceiro lugar em colheitadeiras. Sem divulgar o volume, a empresa espera fechar 15% mais negócios nesta Agrishow do que em 2016.

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Master Power Turbo amplia venda a montadoras

Fabricante brasileira fecha novos contratos de fornecimento

PEDRO KUTNEY, AB

Linha de fabricação de rotores da Master Power em São Marcos (RS)
Única fabricante brasileira de turbocompressores a competir com gigantes multinacionais no País, a Master Power Turbo já é dona do maior catálogo do produto para veículos diesel no mercado nacional de reposição, mas está ampliando os negócios com fabricantes de veículos e motores, que este ano representam cerca de um quarto das vendas. O caminho tem sido o de fornecer turboalimentadores para as marcas de aftermarket desses clientes – até agora a empresa não fornece diretamente para as linhas de produção das montadoras.

Este ano, a Master Power fechou contrato para fornecer seus turbos ao braço de aftermarket de uma grande fabricante de caminhões e ônibus, que atua com marca própria. Outra montadora está negociações para fazer o mesmo. A empresa também já fornece sua linha de turbocompressores remanufaturados para atender a reposição de uma fabricante de picapes, com quem negocia atualmente a venda direta à linha de produção dos veículos. Nenhum desses clientes, no entanto, permite que seus nomes sejam revelados.

Fabricantes de componentes e de motores que não fabricam turbos também compram os produtos da Master Power para suas linhas de aftermarket, como é o caso da Mahle, que já é cliente há seis anos.

“Conseguimos fechar esses negócios todos porque diversificamos muito nossa linha e temos o maior catálogo do mercado, com produtos de qualidade similar ao original e compatibilidade para quase todos os veículos diesel da frota”, explica Gerson Ribeiro, gerente de vendas e marketing da Master Power. A empresa vende cerca de 300 tipos de turbos para o mercado nacional e tem mais de 600 para exportação.

Ribeiro conta que fornecer a outras empresas que vendem seus produtos com outras marcas é interessante para complementar a produção da fábrica localizada em São Marcos (RS), que começou a fazer componentes para turbos em 1970 e hoje produz cerca de 12 mil turbocompressores completos por mês – atualmente 28% deles são exportados para mercados de reposição de países como Argentina, Colômbia, Irã, Iraque, Rússia e diversos na América Central.

Segundo o executivo, em 2016 as vendas da Master Power não tiveram crescimento, ficaram estáveis em relação a 2015. Mas este ano ele diz que a expectativa é de crescer 20% em relação ao ano passado. “O primeiro trimestre já foi ótimo”, revela.

A principal fonte desse crescimento continua sendo a diversificação de portfólio de produtos, com novo investimento. No fim de abril a Master Power inaugurou em São Marcos um laboratório de testes de turbos, para ampliar sua capacidade de desenvolvimento próprio. “Vamos continuar a ampliar a linha de produtos e estamos mudando para competir em pé de igualdade com os fabricantes asiáticos”, diz Ribeiro.

Fonte: http://automotivebusiness.com.br/noticia/25733/master-power-turbo-amplia-venda-a-montadoras
Argo

Fiat mostra logotipo do Argo e explica origem do nome

Novo hatch da marca italiana aposentará versões mais caras do Palio e o Punto

Origem do nome Argo está na mitologia grega (divulgação/Fiat)

Apresentar um lançamento aos poucos é uma estratégia cada vez mais comum entre as montadoras. Depois de revelar que seu novo modelo se chamará Argo, a Fiat mostrou o logotipo do carro que chegará às ruas em junho.

Juntamente com a imagem, a marca revelou detalhes de como é realizada a escolha do nome de um modelo. O processo começa com as informações da área de Branding sobre o carro, categoria de mercado e características do produto.

Veículos camuflados estão circulando com nome estampado na carroceria (Silvio Gioia/Quatro Rodas)

A partir daí a Fiat trabalha no conceito chamado pela empresa de “Naming Concept Method”, chegando a uma lista com 10 nomes. Segundo a montadora, as sugestões não aproveitadas podem ser reaproveitadas em versões do veículo ou até em outros produtos – Toro e Mobi foram dois exemplos.

Hatch deve ter design inspirado no Tipo europeu (Silvio Gioia/Quatro Rodas)

Ao contrário do que muita gente pensou, o nome “Argo” não foi inventado pela Fiat. Ele faz referência à embarcação construída sob orientação da deusa Atena para que Jasão viajasse com os Argonautas em busca do Velo de Ouro.

O hatch médio será apresentado à imprensa no fim de maio e aposentará, de uma vez só, as versões mais caras do Palio e o veterano Punto, além de preencher a lacuna deixada pelo Bravo – descontinuado no começo deste ano.

 

Fonte: http://quatrorodas.abril.com.br/noticias/fiat-mostra-logotipo-do-argo-e-explica-origem-do-nome/

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Meritor prevê alta de 20% com montadoras

Produção e exportações animam fabricante de eixos para pesados

MÁRIO CURCIO, AB

Meritor produz eixos para veículos pesados em Osasco (SP)
Apesar da queda persistente nas vendas de caminhões e ônibus, -25,3% neste primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, a fabricante de eixos Meritor aposta em alta de 20% em seus negócios este ano.

“As vendas caíram, é verdade, mas a produção cresceu em decorrência do menor estoque e também das exportações”, disse o gerente de marketing e aftermarket da Meritor para a América do Sul, Luís Marques, em entrevista coletiva na 13ª Automec, feira de autopeças que ocorre até 29 de abril no São Paulo Expo.

A empresa também pretende aumentar as vendas no mercado de reposição em cerca de 15% a partir de itens como cruzetas, rolamentos, um novo lubrificante para diferencial (desenvolvido dentro da Fórmula Truck, corrida de caminhões) e outras peças antes disponíveis apenas em conjuntos de drivetrain.

A Meritor criou ainda um catálogo eletrônico com referências cruzadas com montadoras e concorrência.

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Montadoras apresentam sua visão da Rota 2030

Anfavea entrega plano com os pilares que nortearão a nova política industrial

REDAÇÃO AB

Antonio Megale, presidente da Anfavea, apresenta ao governo o plano Agenda Automotiva Brasil, visão das montadoras para a nova política industrial
Uma semana após o governo convocar os representantes da indústria automotiva para apresentar os fundamentos da nova política industrial do setor, a Rota 2030, que deverá entrar em vigor em 2018 e substituir o Inovar-Auto (leia aqui), as montadoras voltam à Brasília na terça-feira, 25, para atualizar o governo sobre a conjuntura do setor e entregar um plano denominado Agenda Automotiva Brasil, que segundo a entidade contém sua visão sobre os pilares necessários para o desenvolvimento sustentável da indústria brasileira no longo prazo.

A reunião foi conduzida pelo presidente da Anfavea, Antonio Megale, que contou com a presença de vários presidentes e representantes das montadoras associadas (veja foto abaixo). Megale entregou o plano ao mandatário da vez, Michel Temer, e aos seus ministros da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Marco Pereira, e da Fazenda, Henrique Meirelles, e a representantes de outros ministérios.

O conteúdo elencado pela Anfavea aborda os temas a serem considerados pelo governo nos próximos meses para dar corpo à nova política industrial e envolvem a recuperação da base de fornecedores, localização de tecnologia, pesquisa, desenvolvimento e engenharia, eficiência energética (que considerará as características do etanol como combustível limpo), segurança, inspeção veicular, resolução de gargalos e entraves logísticos, relações trabalhistas e tributação. Todos esses itens já fazem parte da agenda de discussões no novo ciclo de política automotiva, iniciado na semana passada com o anúncio da Rota 2030. Para isso, foi criado o Grupo de Alto Nível (GAN) 2030, que terá seis grupos de trabalho para abordar cada um dos temas pelos próximos quatro meses.

Segundo o MDIC, a previsão é de que até 30 de agosto todos os pontos do novo ciclo de política automotiva estejam concluídos. Os últimos meses do ano serão destinados às regulamentações necessárias para que tudo esteja em vigor a partir de 1º de janeiro de 2018.

“Estabelecer um programa com prazo superior a 10 anos representa um grande avanço para a indústria e para o Brasil, pois dará previsibilidade ao planejamento e investimento das empresas. Com a formação dos grupos de trabalho, compostos por representantes de vários ministérios e com participação da iniciativa privada, temos a expectativa de que todos os pontos avancem rapidamente e as regulamentações estejam concluídas até o fim deste ano”, afirmou Megale, que complementou: “A mobilidade está se transformando muito rapidamente no mundo todo e os consumidores, cada vez mais exigentes, anseiam por novas tecnologias, evolução da segurança e redução das emissões. Com o fim do Inovar-Auto e as lições aprendidas com ele, temos uma oportunidade única de desenvolver um novo regime automotivo de longo prazo atento a essas transformações e que fortaleça toda a cadeia produtiva para competir no mercado global”.

Representantes da indústria comparecem em peso em reunião com o governo em Brasília (Foto: Marcos Corrêa/PR)

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Indústria sobe os primeiros degraus da retomada

Apesar das vendas ainda em queda, Anfavea já vê início da recuperação

DÉCIO COSTA, PARA AB

Antonio Megale, presidente da Anfavea (foto: Luis Prado)
O desempenho da indústria e do ambiente de negócios do mercado automotivo ainda se mostra difícil e complexo, mas “embora não tenha parado de cair, a situação está próxima da estabilidade, o primeiro passo para a retomada do setor”, observou Antonio Megale, presidente da Anfavea, na abertura do VIII Fórum da Indústria Automobilística, realizado por Automotive Business na segunda-feira, 17, no Golden Hall do WTC, em São Paulo. “Voltamos ao patamar de dez anos atrás. A queda nas vendas, no entanto, vem diminuindo a cada mês, o que nos faz acreditar que o pior já está passando.”

Para Megale, apesar de negativo, o resultado apurado no primeiro trimestre de ano indica um nível de emplacamentos em conformidade com a estimativa da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores, de crescimento de 4% nas vendas de veículos em 2017, para 2,1 milhões de unidades. Nos três primeiros meses do ano o mercado absorveu pouco mais de 472 mil unidades, volume 1,9% menor que os 481,3 mil veículos negociados no mesmo período do ano passado.

A crença do dirigente da Anfavea na evolução dos negócios também está baseada no atual momento do País, seja por índices macroeconômicos, seja pela pauta da agenda política. Estão no horizonte as quedas da inflação e dos juros, a safra recorde, os primeiros anúncios de investimentos em concessões para a iniciativa privada, a aprovação da terceirização, “que traz segurança jurídica e redução nos custos da mão de obra”, e a reforma previdenciária. “O conjunto de fatos e fatores nos dá uma visão mais otimista. O País está começando a subir a escada do crescimento.”

Em sua apresentação, Megale ainda apontou os desafios que a indústria tem pela frente. O presidente da Anfavea destacou a preocupação com o fim do Inovar-Auto: “É nosso grande ponto de interrogação de hoje.” O programa de incentivo à inovação tecnológica e adensamento da cadeia produtiva criado em 2012 acaba no fim deste ano e o setor ainda não sabe o que virá pela frente. “Estamos trabalhando com o governo para organizarmos novas diretrizes setoriais. Importante, porém, é termos uma visão de longo prazo, até 2030 pelo menos, para que a indústria possa planejar investimento.”

Segundo Megale, o Inovar-Auto trouxe benefícios para a indústria automotiva, mas ainda tem muito a avançar. “O veículo nacional ganhou tecnologia, a indústria investiu em pesquisa e desenvolvimento e novos processos de produção, mas corremos o risco de o setor estacionar.

Para Megale é hora de pensar grande, como objetivo maior de obter mais competitividade. “É fundamental o esforço para adequar os custos para que a indústria nacional de veículos tenha capacidade para concorrer com suas matrizes em qualquer que seja o mercado no mundo. Afinal, queremos somente um mercado interno de 3 milhões de unidades ou os 90 milhões do globo?”, questiona.

Assista ao resumo em vídeo do VIII Fórum da Indústria Automobilística:

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Setor automotivo começa a se recuperar em 2017

Segundo especialistas, faturamento no 1º trimestre teve aumento de 5,7%

SERGIO QUINTANILHA, PARA AB

Da esq. para a dir.: Carlos Reis (Carcon), Vitor Klizas (Jato Dynamics) e Guido Vildozo (IHS). Foto: Luis Prado
O pior momento do setor automotivo passou e o mercado começa a se recuperar já em 2017. Esta foi a previsão feita pelos consultores Guido Vildozo (IHS Markit), Vitor Klizas (Jato Dynamics) e Carlos Reis (Carcon Automotive) no primeiro painel do VIII Fórum da Indústria Automobilística, realizado por Automotive Business no Golden Hall do WTC, em São Paulo, na segunda-feira, 17.

Esse crescimento, entretanto, ocorrerá de forma lenta e gradual. “Nossas previsões não são tão otimistas quanto as de outras consultorias, mas sim conservadoras”, disse Vildozo. “O volume de vendas e produção crescerá a partir de 2020 se houver um governo que tenha apoio do Congresso.”

Segundo estudos da IHS Markit, o crescimento de vendas será de 0,4% este ano, de 3% no ano que vem, de 4,6% em 2019 e de 7,2% em 2020. Já a produção terá um ritmo diferente, com crescimento de 10,5% em 2017, de 4,5% em 2018, de 2,1% em 2019 e de 3,9% em 2020. Vildozo, o primeiro a falar no painel “A previsão dos Consultores”, disse que a IHS Markit mudou sua expectativa de 2,52 milhões de veículos leves para 1,99 milhão para este ano. “A capacidade atual do mercado é de 2,5 milhões”, observou, mas o PIB deverá crescer minimamente, de 0,1% a 0,3%, de forma que não ajudará muito num cenário de queda da taxa de juros (abaixo de 12%) e da inflação (abaixo de 5%).

Vitor Klizas, presidente da Jato Dynamics, preferiu focar sua apresentação nos resultados financeiros da indústria. E os números trazem boas notícias. Segundo o executivo, o faturamento da indústria automobilística brasileira passou de R$ 184 bilhões em 2014 para R$ 156 bilhões em 2015 e depois caiu para R$ 139 bilhões em 2016. Mas o primeiro trimestre de 2017 trouxe um faturamento de R$ 33 bilhões, o que representa um crescimento de 5,7% perante os R$ 31 bilhões faturados nos primeiros três meses do ano passado. Em 2014 e 2015 o faturamento no primeiro trimestre foi de R$ 41 bilhões e R$ 38 bilhões, respectivamente.

“Falamos tanto de SUVs, mas o nosso mercado continua sendo basicamente de hatchbacks”, disse Klizas. Apesar da queda brutal de vendas na categoria de hatches médios, os hatches compactos e de entrada continuam liderando o ranking. Assim, enquanto os hatchbacks representaram um faturamento de R$ 42 bilhões em 2016, os SUVs contribuíram com R$ 33 bilhões. Ele também observou que somente cinco marcas (Jeep, Honda, Toyota, Hyundai e Ford) são responsáveis por 56% do segmento de utilitários esportivos e crossovers.

O terceiro palestrante foi Carlos Reis, presidente da Carcon Automotive. Ele focou no segmento de veículos pesados e disse que sua empresa separou o mercado em três momentos diferentes. “O momento 1 é o da artificialidade, porque o financiamento era farto, com taxas muito baixas. Havia pouca preocupação com os estoques”, afirmou. Esse período foi de 2011 a 2014, com vendas entre 137 mil e 172,8 mil unidades. “O momento 2 é o dos impactos da artificialidade”, destacou.

“Não havia controle da economia, veio o fim do Finame PSI. Houve uma bolha de 190 mil veículos e muitos deles continuam parados.” Esse período ocorreu em 2015 e 2016, com as vendas caindo para 71,6 mil e depois para 50,5 mil. “O momento 3 é o da reação, com economia mais previsível e retomada lenta do crescimento, porém real”, disse Reis. Esse período vai de 2017 a 2022.

“A indústria automobilística passa a caminhar com as próprias pernas, sem a ajuda de ninguém”, acrescentou o consultor. A Carcon Automotive prevê um total de 52 mil veículos pesados vendidos este ano, mas ele pode ser apenas de 48 mil unidades “se a economia continuar muito lenta na retomada”. As safras de grãos (222,9 milhões de toneladas) e de cana-de-açúcar (694,5 milhões de toneladas) vão ajudar a indústria de veículos pesados, mas a péssima condição das estradas brasileiras continua sendo um fator de altos custos de transporte e baixo volume de vendas.

Assista ao resumo em vídeo do VIII Fórum da Indústria Automobilística:

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Brasil poderá triplicar venda de carros para a Colômbia

O Brasil fechou um acordo com a Colômbia que permitirá triplicar as exportações de automóveis para aquele mercado no prazo de três anos. As vendas, que somaram 17,5 mil unidades no ano passado, poderão chegar a 50 mil. No ano passado, o total de veículos exportados pelo Brasil foi de 520 mil, segundo dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

“É uma medida importante, de grande interesse das montadoras instaladas no Brasil, mas sobretudo um passo a mais na direção da integração regional, com diversas possibilidades comerciais entre nossos países”, disse ao Estado o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira.

“Este acordo é de extrema importância para a indústria automobilística, pois permitirá mais integração e negócios para ambos os lados”, disse o presidente Anfavea, Antonio Carlos Megale.

Ele espera que o acordo esteja operacional em 60 dias. Até agora, as vendas de automóveis para a Colômbia estavam sujeitas ao recolhimento do Imposto de Importação da ordem de 16%. O acordo fechado na última sexta-feira estabelece cotas para que os países possam exportar, com alíquota zero, automóveis, vans e veículos comerciais leves. Essas cotas são de 12 mil unidades no primeiro ano, 25 mil no segundo e 50 mil do terceiro ao oitavo anos. Depois disso, haverá uma revisão. Se ela não for feita, permanecem os 50 mil.

Mesmo sem o acordo e, portanto, pagando impostos, o Brasil as exportações de 7,5 mil em 2015 para 17,5 mil no ano passado. O acordo prevê que a Colômbia poderá exportar as mesmas quantidades para o País sem recolher impostos. Mas, atualmente, o país não produz automóveis. “Num primeiro momento, o benefício é imediato para a exportação brasileira”,

afirmou o diretor do Departamento de Negociações Internacionais do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), Alexandre Lobo. Os colombianos acreditam que iniciarão suas vendas ao Brasil em aproximadamente um ano e meio. Por isso, fizeram questão de garantir que as condições tarifárias para vender ao mercado brasileiro serão Iguais às de outros fabricantes que têm acordo com o País, como a Argentina e o México.

O ESTADO DE S. PAULO – ECONOMIA – São Paulo – SP – 11/04/2017 – Pág. B8

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Produção acelera 24% no 1º trimestre

Maior atividade nas fábricas se deve ao aumento expressivo das exportações

SUELI REIS, AB

A produção de veículos avançou 24% no primeiro trimestre na comparação com igual período do ano anterior, para um total de 609,8 mil unidades, entre leves e pesados, conforme os dados divulgados na quinta-feira, 6, pela Anfavea, associação das montadoras. Diferente de alguns anos recentes, o avanço das atividades nas linhas de produção não se deve ao mercado interno, este ainda em ritmo lento. O resultado elevado da produção é resultado do aumento expressivo das exportações.

Veja aqui os dados do trimestre da Anfavea
Veja aqui outros dados da Anfavea
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“Foi um primeiro trimestre positivo; este volume veio para alimentar as exportações, que tiveram um papel importante”, reforçou o presidente da Anfavea, Antonio Megale, durante a apresentação do desempenho do setor em São Paulo. “Ainda é um volume inferior à média dos últimos 10 anos, mas já é um número melhor, embora ainda não seja suficiente para compensar a ociosidade”, completa o executivo.

Para Megale, não há um patamar ideal de participação das exportações na produção nacional. Atualmente, 28% do que se produziu no acumulado dos três primeiros meses do ano foram para atender os mercados externos. “O que temos hoje é uma visão clara de que as exportações são um canal muito importante. O que houve no passado é que a produção migrou quase que na sua totalidade para o mercado interno e hoje a retomada é muito mais difícil do que a conquista. Agora, nossa visão é mais ampla, de querer atender tanto o mercado interno quanto o global.”

No geral, o resultado do trimestre foi puxado pelo desempenho verificado em março, o melhor mês em volume até agora, com 234,7 mil veículos montados, aumento de 18,1% sobre igual mês de 2016 e alta de 17,1% sobre fevereiro, que teve um número menor de dias úteis, o que reduz os dias de trabalho na indústria. “Foi mais um resultado positivo e foi o segundo mês consecutivo com produção acima das 200 mil unidades”, observa. Segundo Megale, a indústria também elevou a produção em março já prevendo um abril mais fraco:

“Abril deverá trazer um resultado não tão produtivo devido aos dois feriados e menos dias úteis”, lembra.

Entre os segmentos, houve crescimento de 25% na produção de veículos leves no acumulado de janeiro a março contra iguais meses de 2016, para quase 590 mil unidades, entre automóveis e comerciais leves. Já a produção de comerciais pesados teve leve alta de 2% na mesma base de comparação, ao somar pouco mais de 19,8 mil caminhões e ônibus.

A Anfavea reforçou que o desempenho do trimestre está em linha com o previsto para alcançar as projeções do ano, que foram mantidas pela entidade. “Estamos a caminho da estabilização, devendo ver números mais positivos no segundo semestre e a produção deve acompanhar este caminho, mas por enquanto é prematuro rever [as projeções]”, afirma Megale.

EMPREGO E ESTOQUE

Os dados da Anfavea apontam que houve um aumento de 205,5 mil para 218,6 mil veículos em estoque na passagem de fevereiro para março, suficientes para cobrir 35 dias de vendas, considerando a média diária de março. No mês anterior, os estoques cobriam 33 dias. “Está um pouco acima do ideal, mas não é nada preocupante”, comenta Megale.

Segundo o executivo, a alta da produção em março a fim de se preparar para abril, que será menos produtivo, também é um fator a considerar na análise do estoque maior para o mês. “Se o ritmo de vendas diárias for maior em abril, este nível de estoque será adequado”.

Embora as atividades tenham se elevado no último mês nas linhas de montagem, o nível de emprego diminuiu 8,7% com relação a março do ano passado, para 103,6 mil. “Há um trabalho forte das empresas para aumentar a produtividade otimizando os turnos em operação antes de abrir um novo turno, mas é um assunto que teria que analisar caso a caso, porque há algumas empresas contratando e outras desligando”, explica Megale.

Atualmente, ainda por causa de acordos firmados anteriormente, há um total de 10.636 trabalhadores afastados de seus postos de trabalho, dos quais 9.074 mil em PPE (Programa de Proteção ao Emprego) e os demais 1.562 em layoff.

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Ford reduz preços do New Fiesta em até R$ 3.900

Maiores descontos estão nas versões com câmbio automatizado

(Divulgação/Ford)

A Ford aparentemente decidiu reagir frente aos números de venda apenas razoáveis do New Fiesta no Brasil. Em sua nova tabela de preços, foram reduzidos os valores de quase todas as versões com a carroceria hatch feitos no país – o sedã ainda é importado do México.

A maior queda foi na configuração intermediária 1.6 SEL AT, que passou de R$ 67.090 para R$ 63.190, uma redução de R$ 3.900. Acima dele, o Fiesta 1.6 Titanium AT caiu de R$ 70.100 para R$ 68.990. E a top de linha EcoBoost Titanium (com motor 1.0 turbo) foi de R$ 74.490 para R$ 73.990.

As configurações com câmbio manual também tiveram redução: a 1.6 SEL passou de R$ 60.790 para R$ 58.590, enquanto a 1.6 SEL Style foi de R$ 61.290.

Segundo a Ford, a justificativa para as reduções foi a desvalorização do dólar frente ao real – diversos componentes de alta complexidade ainda são importados, apesar de a linha de montagem do Fiesta hatch ser nacional.

Os novos preços já estão no configurador da Ford. Curiosamente, a marca aboliu completamente qualquer referência ao câmbio automatizado de dupla embreagem Powershift – nos releases e nos sites, os modelos equipados com essa transmissão são definidos apenas como AT.

No mercado, o New Fiesta ocupa hoje a 37ª posição no ranking de emplacamentos da Fenabrave, à frente do seu principal concorrente entre os hatches compactos premium, o Peugeot 208, mas distante de outros rivais na mesma faixa de preço, como o Honda Fit.

Fonte: QuatroRodas